Thursday, October 30, 2003

oggi: o perdedor que venceu 



Tuesday, October 28, 2003

e escolho ser: 



Isidore Ducasse morreu aos 24 anos de idade. Antes de morrer escreveu:

"Substituo a melancolia pela coragem, a dúvida pela certeza, o desespero pela esperança, a maldade pelo bem, as queixas pelo dever, o ceticismo pela fé, os sofismas pela frieza da calma e o orgulho pela modéstia."

:: ghetto defendant :: 



A comuna de Paris ardia e Jean Arthur Rimbaud pensava assim:

"Atualmente, estou me acanalhando ao máximo. Por quê? Quero ser poeta, e trabalho para tornar-me vidente: o senhor não conseguiria entender, e eu quase não posso explicar-lhe. Trata-se de chegar ao desconhecido através do desregramento de todos os sentidos. O sofrimento é enorme, mas é preciso ser forte, ter nascido poeta, e eu me reconheci poeta. Não é culpa minha. Dizer: eu penso, é falso; deveria dizer: pensam-me. Perdoe o jogo de palavras.

EU é um outro. Se a madeira se descobre violino, pior pra ela, e azar dos inconscientes, que chincanam o que ignoram totalmente!"


Thursday, October 23, 2003

:: prometeu e o pão do corvo :: 



Wednesday, October 22, 2003

a última noite 

mas olha sombra:
entre um facho e outro,
a luz te encontra.



Monday, October 20, 2003

remoto controle 


[a julia é meu raio-laser de paixão e entende tudo de ficar do lado do bem]

suzanne ou diário do rio, bloco A 

e você tanto que queria ser um riff pobre de um violino violento de uma bandoca country do interior da puta que te pariu de um Tenesse sujo e mal pago. Um banjo de merda ou um pouco de cerveja barata e fodida com uma dose de jack por cima e tudo isso fede e não é o que importa pra mim. E pra você também, e eu sei.

eu sou a nota errada que o T. Monk sempre encontra, e pra mim você encontra essa nota e dá um peido fedido e não encontra nada mesmo. Coisa sublime. Nesse disco do TM que eu não estou ouvindo e não tem nada à ver com o Tenesse ou ser branco e ser sujo e ser pobre de espírito. Talking Heads, talking heads pra te mandar pra lua junto com um chinês que come bem e trepa com um pau pequeno e feio e triste. Pra lua você e seu pau feio e triste. Ser do fanclub dos que não perdem o prêmio de consolação é tão fácil quanto comer o último atum podre da feira de orientalidades da liberdade que não existe. Come que é seu.

vinte e quatro anos e eu aqui no Rio de Janeiro fumando esse charutinho caro e fedido. E eu fodido e essa cerveja que já está fodendo tudo dentro de mim: resistência cagada, feridas no rosto, hematomas no corpo, lembranças que não pagam meio quilo de algodão doce com suco de mortadela e berinjela. Só ser bem cagado e ainda assim dar uma risada no fundo da alma que nem eu mesmo percebo. E percebo no dia seguinte.

morro dois irmãos 


[o poetinha de laranjeiras não vale cinco reaixs no cine buraco]


[e naquele boteco fodido e simpático o joe strummer de manaus beijava a nancy vicious de madureira, os indies ouviam samba e tecnobrega e depois de tudo um cd inteiro do guns pra combinar com o joelhinho de porco e aquela camisa do flamengo; e eu completamente bêbado vociferando um hai-kai magoado de clarear a noite]

Saturday, October 11, 2003

a ventura que me perdoe 



[isso acontece pra eu não sentir o chão no meu pé]

Thursday, October 09, 2003

cidade, Tokio... 



[uma ressaca de quinze dias é coisa pra virar o spectreman]



[e nada de permitir o desespero]



Wednesday, October 08, 2003

::: Itamar Assumpção ::: 

Difícil saber qual das coisas que eu perdi foi a mais importante. As vezes não tenho as coisas e tenho impressão de ter. Mas não tenho. Então não perdi nada. As coisas que me perdem, elas sempre me tem, eu me permito a entrega. Meu caderno perdeu uns outros desenhos que eu podia fazer. Aquela garota perdeu a minha capacidade de mudar tudo: agora eu fico mudo, agora eu digo tudo.



mas se for pra falar de amor,
prefiro não implorar
[ não sou de gesto vulgar]

Monday, October 06, 2003

:: e o Leonard Cohen come as migalhas da minha alma :: 



Pra lembrar que muito tempo antes de eu ruminar tudo que eu não deveria e observar meu figado dilacerado, o ED TEMPLETON percebeu uma coisa linda e que não tem cura [ou você escolhe morrer lindo de porre].

Saturday, October 04, 2003

cinema new wave 

Je sui ET: vremont desolé.

Um filme retrô.
Um conto NEW WAVE
Uma Fábula da Nouvelle Vague
Uma estória Franco Californiana


SEQ1. EXT. NOITE


Em qualquer lugar da Califórnia, Elliott – então com 23 anos – caminha pelas ruas um pouco triste demais. O rapaz olha para as estrelas e lembra de ET, seu amigo do espaço. Planos sincopados em ritmo frenético mostram o desespero verdadeiro do rapaz.


SEQ2. EXT. NOITE

Elliot chega em casa e espalha MM’s pela entrada da garagem. ET não aparece. Elliot toma um porre de valium com vodka.

- começo do delírio – mudança na gama de cores.

SEQ3. EXT. DIA

Elliott anda com sua bicicleta pelas ruas pacatas de Springhills. Vai até a floresta e lá encontra ET. O encontro dos dois deve ser épico: a camera gira em torno do rapaz, planos dos olhos, jumpcuts, etc. (trilha: Starman, David Bowie)

SEQ4. EXT. TARDE

-momento clip 80’s – ET e Elliott andam de bicicleta pela cidade felizes demais. (trilha:melt with you – modern english)


SEQ5. INT. NOITE

Elliott e ET dormem. Eliot tem um terrível pesadelo com os homens do FBI. Acorda e toma um shot de valium e vodka.

SEQ6. EXT. DIA – desilusão.

Depois de alertado por sua irmã, Eliott percebe que ET não passa de um boneco de borracha. Momento de ruptura: Eliott percebe que os anos 80 estão no passado, ele cresceu e precisava virar homem. Elliott não é mais um menino. Ao som de Beat on the Brat, dos Ramones, Eliott espanca o boneco com um taco de Baseball.

GC – 20 anos antes ou depois

Eliott fuma compusivamente, bebe vinho e fala Francês demais. Veste terno Preto, gravata e camisa branca. Uma garota bonita e Francesa está com ele. Todos falam ao mesmo tempo e demais coisas que ninguém entende. O filme acaba com os olhos cinzentos e hipnóticos da garota.

GC- A ilusão é a realidade
Dúvida é certeza
Mudança é permanência


Créditos.




Wednesday, October 01, 2003

:: o meu coração vagabundo de Leonilson incorformado :: 


[léo não consegue mudar o mundo
luzes; abismo
inconformado, solitário]

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