Monday, November 24, 2003

poesia podre, rima pobre 



"cansei de ser sóbrio"

hoje acordei meio assim
e assim assim pensei
pensei que cansei
cansei de ser sóbrio
cansei de ser sério
agora sou bêbado e sem critério
perdi meu erregê, perdi meu nome próprio
agora ora sou o junkie, ora sou o ébrio
cansei de ser sóbrio
cansei de ser sério
agora bebo gin puro e perdi o critério

(ei, ei, princesa, você já foi ao playcenter? e essa calcinha, pele de leoparda? coisinha medonha: vou te beijar, vou te beijar, vou te pegar...) [essa parte é falada]

acordo com vodka e ouvindo tom waits
no jantar vomitar, num restaurante chinês
não me deixa mais envergonhado
que acordar lado à lado
com um unicórnio alado
[delirio tremens um dois três]
uma dose de vodka e mais um tom waits
estou calmo de novo, fiquei bem outra vez.

(repete o refrão)


Friday, November 14, 2003

:: rusholme rufffians :: 



série grandes poetas do norte.
nessa noite, Morrissey:

"The last night of the fair
By the big wheel generator
A boy is stabbed
And his money is grabbed
And the air hangs heavy like a dulling wine

She is Famous
She is Funny
An engagement ring
Doesn't mean a thing
To a mind consumed by brass (money)

And though I walk home alone
I might walk home alone ...
...But my faith in love is still devout"

e por aí vai.


:: sob todas as coisas vulgares :: 

e hoje vai e aprende a técnica do sacannertop colage.

então é assim: abre o jornal e com tesoura e cordenação e um pouco de seleção recorta as coisas vulgares. Depois coloca tudo de algum jeito ordenado em cima do vidro do scanner, depois vai e pega um desenho ou qualquer outra coisa e vai em cima - e isso é o fundo -, aí, depois scan e return to phtoshop e publish e uau uau uau.


[os vermes, a cura da dor, um carro sport e o DEVO misto da Guatemala]

:: tempo plúmbeo :: 



tempo de ser um pombo. Um pombo de uma perna só. Tempo de ficar sobre os muros, sobre as construções cinzentas da cidade. Tempo de observar e ficar só à espreita de tudo o que for um momento errado.





E essa jaqueta de asas plúmbeas pra dar razantes sob as migalhas da porcaria humana; e fazer uma cara bem malvada para o diabo e o bom deus. Ficar parado respeitando o tempo saturnino de chover bem pouco.

interlúdio - dia de sol, noite de lua.

E no dia seguinte mudar tudo e sair por aí travestido de gringo com aquela camisa hipercolorida e num bordel - um neon explodindo cores vulgares - sentar e tomar um daiquiri de maracuja com catuaba mais que selvagem e com aqule palito guarda chuva tailandês rodando no bolso da camisa olhar essa coisinha medonha e falar: ei ei, princesa, você já foi ao playcenter?


Tuesday, November 04, 2003

mercúrio cromo 

de tempos pra cá meu coração mudou sua forma de bater. Parece que agora palpita em stacatto e que o sangue não é mais sangue: engrossou e virou mercúrio, denso e cintilante. Minhas veias cheias de mercúrio e o coração explodindo em silêncio entre esses golpes secos: dum. dum. dum.

meu coração agora bombeia mercúrio mas minha essência continua - sinistro paradoxo - absolutamente saturnina, e meu ritmo, melancólico quase parado.

eu sou o beijo pervertido que thanatos dá em eros.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?