Thursday, July 24, 2003
[estilhaços]
hoje o resto de mim saiu pra passear
hoje o resto de mim não me quis mais
o resto de mim
disse que não dava mais
o resto de mim achou meu lugar
hoje o resto de mim não me quis mais
o resto de mim
disse que não dava mais
o resto de mim achou meu lugar
Imitando CACASO
Wednesday, July 23, 2003
OUP #1
Quase pombo, quase quase
“Londres e outras cidades da Europa decidem exterminar pombos”
Pombos são pássaros quase sempre quase pretos. Quase pretos quando não albinos. Pombos se adaptam bem ao meio urbano, bem na medida que dos restos que lhe sobram; sobrevivem. Onde sobra; sobrevivem. São também indesejáveis; embora caibam no degradé cinza da cidade, são acusados de sujá-la. Um “xô” ou um estampido, de violência bastam para espantá-los. Mas eles voltam; voltam pelas migalhas que sobram.
Interlúdio
Bye bird!
Bye bird não deve sua fama por ser produto de trazer revolução, nem de eficiência que assombre; consiste de cola, que espalhada à 30 por 3 milímetros, torna indesejável para o pouso o local do lambuzo para o indesejável pombo indesejável. Bye bird! Mas pombo é bicho; bicho come, migalhas são desejáveis, e sobram, e do desejo que sobraram vão ser desejadas pêlos indesejáveis.
Centro da metrópole - o tom cinza, cinza às vezes quase sempre preto; cinza.
São prédios de megacoorporações financeiras grandes objetos – obra de esperto arquiteto – de massa concreto ferro metal vidro tudo polido e bonito, onde quase trabalham quase pessoas quase sempre de terno, quase sempre cinza quase preto – mas que não são quase pombos – mas são bicho e quase gente. E se são bicho; comem. Comem e desejam e indesejam. E se são financeiros, financiam especulam articulam e possuem; possuem dinheiro. Desejam dinheiro e dinheiram desejo. De dinheirar e desejar, sobra.
São mendigos gente quase bicho vestido de quase terno, sempre quase escuro; cinza, que são: quase pombos! De quase pombos de cola quase voam. E se gente quase bicho, quase come e deseja e quase indeseja. E se come e deseja, deseja e não almeja; come com que sobra. E sobra muito, mas é pouco.
E se desejam o que sobra e quase pombos não ornam na obra do esperto arquiteto; são indesejáveis. Bye bird!
Mas se de cola quase pombo quase voa, de cola é que não é, que pra voar gente não é, então desenha espeto fio elétrico caco e berada e fonte que quase pombo desejar ninguém não qué. E aí põem mais um de terno que financeiro não é, mas que quase quase pombo é; pra ver se bye o bird de uma vez.
Mas nada de bye bird por quê?, porque pombo ou quase pombo é bicho e se tá em pé tem que comer. E se sobra, para viver e desejar vai desejar e vai comer.
Só não vai mais desejar, se de duro tiver morto e não mais comer. Porque se gente quase vivo tem que desejar e comer.
Pombos são pássaros quase sempre quase pretos. Quase pretos quando não albinos. Pombos se adaptam bem ao meio urbano, bem na medida que dos restos que lhe sobram; sobrevivem. Onde sobra; sobrevivem. São também indesejáveis; embora caibam no degradé cinza da cidade, são acusados de sujá-la. Um “xô” ou um estampido, de violência bastam para espantá-los. Mas eles voltam; voltam pelas migalhas que sobram.
Interlúdio
Bye bird!
Bye bird não deve sua fama por ser produto de trazer revolução, nem de eficiência que assombre; consiste de cola, que espalhada à 30 por 3 milímetros, torna indesejável para o pouso o local do lambuzo para o indesejável pombo indesejável. Bye bird! Mas pombo é bicho; bicho come, migalhas são desejáveis, e sobram, e do desejo que sobraram vão ser desejadas pêlos indesejáveis.
Centro da metrópole - o tom cinza, cinza às vezes quase sempre preto; cinza.
São prédios de megacoorporações financeiras grandes objetos – obra de esperto arquiteto – de massa concreto ferro metal vidro tudo polido e bonito, onde quase trabalham quase pessoas quase sempre de terno, quase sempre cinza quase preto – mas que não são quase pombos – mas são bicho e quase gente. E se são bicho; comem. Comem e desejam e indesejam. E se são financeiros, financiam especulam articulam e possuem; possuem dinheiro. Desejam dinheiro e dinheiram desejo. De dinheirar e desejar, sobra.
São mendigos gente quase bicho vestido de quase terno, sempre quase escuro; cinza, que são: quase pombos! De quase pombos de cola quase voam. E se gente quase bicho, quase come e deseja e quase indeseja. E se come e deseja, deseja e não almeja; come com que sobra. E sobra muito, mas é pouco.
E se desejam o que sobra e quase pombos não ornam na obra do esperto arquiteto; são indesejáveis. Bye bird!
Mas se de cola quase pombo quase voa, de cola é que não é, que pra voar gente não é, então desenha espeto fio elétrico caco e berada e fonte que quase pombo desejar ninguém não qué. E aí põem mais um de terno que financeiro não é, mas que quase quase pombo é; pra ver se bye o bird de uma vez.
Mas nada de bye bird por quê?, porque pombo ou quase pombo é bicho e se tá em pé tem que comer. E se sobra, para viver e desejar vai desejar e vai comer.
Só não vai mais desejar, se de duro tiver morto e não mais comer. Porque se gente quase vivo tem que desejar e comer.
Wednesday, July 16, 2003
ATOMIC
Tuesday, July 15, 2003
anfetamina e noite fria
E com tanto frio e seu maxilar trincando e batendo.
Uma fila pra ver e ser visto e uma garota carinhosa pergunta se muito frio muito mesmo, ela segura no seu braço e você percebe como ela é bonita e carinhosa muito mesmo. É que ela chama Amanda e tem desenhado em um braço begônia e no outro uma rosa que não é rosa e é vermelha. Ela dança de mansinho, meio com vergonha meio muito charmosa; ela tem luvas que não esquentam a mão mais deixam o braço quentinho e poderoso: são luvas para arranhar o teto!
Ela foi embora e te deixou bêbado demais vendo gente meio feia dançando música que não diz nada; ela foi embora e não disse nem tchau tchau.
Mas você não me vê?
Não não, ressaca monstro deixa a cabeça voando baixo em slowmotion.
Saturday, July 12, 2003
everybody is cicciolina
A Marietta me manda isso e eu coloco no ar. A Marietta entende tanto das coisas e eu me lembro de mim mesmo quando eu entendia alguma coisa.
Everybody is cicciolina vai ser o primeiro hit de uma banda que ninguém vai gostar.
Tuesday, July 08, 2003
light over darkness
nitimur in vetitum
Sua mulher vira e olha pra mim.
Quem cai primeiro paga a conta.
Fico olhando o começo do risco da bunda dela, ele quase me sorri. A calcinha dela é uma lástima; espero que ela não puxe o "erre", espero que ela não seja vendedora em um shopping da zona leste.
O olho dela é bonito; o olhar: meio débil. E sua mulher fica olhando pra mim. Ela alisa o cabelo, tudo bem.
Você não me engana, filho da puta, malufista, têm essa cara de sono por ficar pensando no próximo carro de prata, têm medo de ladrão, de sequestro, der ser bicha, do seu filho ser bicha; e eu sei, têm medo que sua mulher olhe pra mim e eu tire essa calcinha feia e coma sua xoxota.
Wednesday, July 02, 2003
Ai meu santo...
ás vezes a sua falta de senso de humor me choca.
Pega o blog p/ vc pq se for p/ ficar cortando post meu pq vc o julga de uma maneira X ou Y, eu prefiro nem escrever.
Eu tinha escrito uma mensagem bem mais mal educada, mas desisti de postá-la.
Pega o blog p/ vc pq se for p/ ficar cortando post meu pq vc o julga de uma maneira X ou Y, eu prefiro nem escrever.
Eu tinha escrito uma mensagem bem mais mal educada, mas desisti de postá-la.