Thursday, February 26, 2004
** as a rumble fish, as rain flows **
:: uncertain smile :: SOFIA ::
E bem onde a chuva não molha, essas suas bochechas meio rosadas - meio que queimadas do frio dessa noite tão feita de carnaval -, meu sonho gritando que tudo devia ser muito mais feliz, um carro que derrapa e atravessa o vento triste e rompe toda melancolia; e eu bebo mais outra cerveja e você não percebe que eu te olho atentamente e tento entender esse seu olhar. Minha obsessão, cabelo com cheiro que deve ser bom demais, esse riff de sax teimoso e gostoso que embala as altas horas da minha madrugada: onde você está? E tantos ques e o seu suor não escorre comigo. Tantos ques e seu gemido mais falso não é meu.
A chuva pinga fora da janela e fora de onde devia pingar. Seu sorriso sacana, incerto e sem ser meu não é nada que se leve em consideração.
Querida: seu sorriso incerto sem ser meu não é nada demais.
A chuva pinga fora da janela e fora de onde devia pingar. Seu sorriso sacana, incerto e sem ser meu não é nada que se leve em consideração.
Querida: seu sorriso incerto sem ser meu não é nada demais.