Friday, April 30, 2004
Tuesday, April 06, 2004
:: cais do porto
embarque e desembarque. a noite virando dia e eu sem saber se já dormia, tudo em desordem aparente e sonho com mercúrio: sonhei que as asas ficavam no pé esquerdo, só no pé esquerdo. no sonho tem praia e noite de lua, dias de sol e dias sem sol. sucessão de dias.
eu pensando que montei no tempo e vai saturno e me puxa pelo pé direito. e mercúrio - que parecia deslizar no assoalho com suas pantufas - pára tudo e pede a conta.
mercúrio cansou, achou melhor atravessar no coração uma bala - é que saturno não poupa ninguém -, o tempo rasga seu rastro, e as saídas devem ser elegantes. a noite virando dia, toda homenagem decantada numa profunda ressaca de arrebentar o calçamento da rua da praia e cada barco feio do cais do porto. tudo fora de lugar no seu devido lugar.
o capitão foi embora e nem disse tchau até logo. mas o barco vai não vai de tempestade pra dia de calma e eu seguro as arestas, à bombordo, cheio, cheio de fúria e de bonança, capitão do destino.
eu pensando que montei no tempo e vai saturno e me puxa pelo pé direito. e mercúrio - que parecia deslizar no assoalho com suas pantufas - pára tudo e pede a conta.
mercúrio cansou, achou melhor atravessar no coração uma bala - é que saturno não poupa ninguém -, o tempo rasga seu rastro, e as saídas devem ser elegantes. a noite virando dia, toda homenagem decantada numa profunda ressaca de arrebentar o calçamento da rua da praia e cada barco feio do cais do porto. tudo fora de lugar no seu devido lugar.
o capitão foi embora e nem disse tchau até logo. mas o barco vai não vai de tempestade pra dia de calma e eu seguro as arestas, à bombordo, cheio, cheio de fúria e de bonança, capitão do destino.