Monday, August 01, 2005
necessidade
tenho a necessidade de explodir como um solo de jazz. tenho a necessidade de bater nas teclas do computador como se fossem as de uma velha e pesada máquina de escrever, ou as cordas vibrantes de um contra baixo: procuro pela necessidade de ser um contra baixo.
espero pela urgência de me levar à parte suja da cidade e de lá, encontrar meus problemas, que são soluções.
furioso demais, contido demais: transbordando, tudo cheio até a boca novamente. esperando pelo jorro seminal, pelo grito primal, pela euforia embebida em liberdade.
tenho a necessidade de criar furiosamente, mas por alguma razão implodo.
as vísceras mergulhadas na mesma espiral de contenção e frustração.
essa necessidade é de liberdade.
escrever e criar imagens, fora do tom, sem melodia, sem o compromisso dialógico, sem atenção às contingências efêmeras ou ao sabor da vida em sociedade.
tenho a necessidade dos sonhos primais dos símios semieretos, sonho em desconstruir-me, eliminar a neurose ou apenas ser a neurose.
bater nas teclas desordenadamente bjojnapnangn bgijprgwngr n ip gti r[
phk;kl ogog :: ou ordenamente como a bateria de stephem morris, em stacatto, tec tec tec como o ritmo mecânico e previsivél que a vida não tem.
sinto a latitude dos meus pensamentos em momentos fugazes, lampejos de fissões nucleares - abafadas -, impedidas da explosão e erupcão em cogumelo devastador, sinto que tudo me escapa antes da forma final, sinto ter a necessidade de ser o contra baixo explodindo em tons e sobre tons dissonantes ou ser a mais perfeita, simples e coerente linha de baixo.
sinto o vapor das frequências que procuro escondidas sob camadas e mais camadas de rancor e amargura e frustração. sinto abafado sob as peles de um primata triste, o frescor voluptuoso de ondas de choque de criação pura.
sinto tinindo o desejo de me libertar ou de simplesmente não ser.
tenho a necessidade de ser furiosamente.
espero pela urgência de me levar à parte suja da cidade e de lá, encontrar meus problemas, que são soluções.
furioso demais, contido demais: transbordando, tudo cheio até a boca novamente. esperando pelo jorro seminal, pelo grito primal, pela euforia embebida em liberdade.
tenho a necessidade de criar furiosamente, mas por alguma razão implodo.
as vísceras mergulhadas na mesma espiral de contenção e frustração.
essa necessidade é de liberdade.
escrever e criar imagens, fora do tom, sem melodia, sem o compromisso dialógico, sem atenção às contingências efêmeras ou ao sabor da vida em sociedade.
tenho a necessidade dos sonhos primais dos símios semieretos, sonho em desconstruir-me, eliminar a neurose ou apenas ser a neurose.
bater nas teclas desordenadamente bjojnapnangn bgijprgwngr n ip gti r[
phk;kl ogog :: ou ordenamente como a bateria de stephem morris, em stacatto, tec tec tec como o ritmo mecânico e previsivél que a vida não tem.
sinto a latitude dos meus pensamentos em momentos fugazes, lampejos de fissões nucleares - abafadas -, impedidas da explosão e erupcão em cogumelo devastador, sinto que tudo me escapa antes da forma final, sinto ter a necessidade de ser o contra baixo explodindo em tons e sobre tons dissonantes ou ser a mais perfeita, simples e coerente linha de baixo.
sinto o vapor das frequências que procuro escondidas sob camadas e mais camadas de rancor e amargura e frustração. sinto abafado sob as peles de um primata triste, o frescor voluptuoso de ondas de choque de criação pura.
sinto tinindo o desejo de me libertar ou de simplesmente não ser.
tenho a necessidade de ser furiosamente.