Saturday, July 11, 2009
as dobras do tempo, (2009)
a alvorada quebra nos olhos
a chuva insiste teimosa
o amor paira sem nada.
eu sei onde os tudos se escondem.
suas coisas não deram nenhuma pista,
o amor pode tudo nos ondes foi falta.
sabe, sua paulista falsa,
os rios cabem todos na minha ambição gigante,
uma outra hora te acerto sem falta.
os problemas são dobras do tempo.
são, são,
são o tempo de um banho.
a chuva insiste teimosa
o amor paira sem nada.
eu sei onde os tudos se escondem.
suas coisas não deram nenhuma pista,
o amor pode tudo nos ondes foi falta.
sabe, sua paulista falsa,
os rios cabem todos na minha ambição gigante,
uma outra hora te acerto sem falta.
os problemas são dobras do tempo.
são, são,
são o tempo de um banho.
as margens todas
duas vezes o total de novo
sabendo que as ondas levam o que tem
ondas, ondas, ondas; sejam devastação.
tantos, tantos, montes, sejam:
varredura dos meus desejos,
sonos exautos e viboras moles
que tocam essas ondas sinuosas,
as margens do amor sem sono.
quero tanto tanto tanto sentir,
foi essa curva inglória
dos amores não tocados.
sabemos, eu e você, o amor é esse
timbre surdo que não sabe ouvir.
quero tanto saber se ouve.
julho, 2009
sabendo que as ondas levam o que tem
ondas, ondas, ondas; sejam devastação.
tantos, tantos, montes, sejam:
varredura dos meus desejos,
sonos exautos e viboras moles
que tocam essas ondas sinuosas,
as margens do amor sem sono.
quero tanto tanto tanto sentir,
foi essa curva inglória
dos amores não tocados.
sabemos, eu e você, o amor é esse
timbre surdo que não sabe ouvir.
quero tanto saber se ouve.
julho, 2009